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Universo BDSM

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Universo BDSM

Cada vez mais explorado por séries e filmes e buscado por pessoas interessadas, o BDSM abre a curiosidade de muitos e tem sido cada vez mais inserido na sociedade, mas o que significa?

É a sigla para "Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo", com o intuito de gerar prazer sexual ou erótico baseado na troca de poder entre duas ou mais pessoas, ou seja, gerar prazer em atos onde, dentro de uma cena, uma pessoa tenha poder sobre a outra, geralmente a parte submissa cede poder à dominante para que esta realize práticas que possam envolver dor, restrição e controle psicológico.

Explicando o que é o BDSM:

Bondage e Disciplina: Bondage inclui atos que envolvam imobilização ou privação de sentidos, com quaisquer objetos indicados para uso humano. Pode-se usar vendas, algemas, cordas, mordaças e outros, tudo depende da criatividade e interesse dos envolvidos, e dentro da disciplina temos as regras estipuladas entre os envolvidos e a obediência a estas.

Dominação e submissão: Baseia-se no "controle", o prazer em agradar e servir, a parte submissa sente prazer ao seguir as regras da pessoa dominante, um exemplo simples é usar tons de esmalte ou roupas escolhidas pela parte dominante. Até onde este controle pode ir é algo conversado e determinado pelos envolvidos.

Sadismo e Masoquismo: O prazer em infringir ou sentir dor física ou psicológica, seja com materiais, ofensas ou com as próprias mãos. A prática mais usada dentro do sadomasoquismo é o spanking, usa-se algum material, geralmente floggers ou palmatórias, ou as mãos para causar dor a outra pessoa.

O BDSM como conhecemos hoje, teve sua origem em meados de 1940, dentro uma subcultura chamada Leather Pride, formada por ex-soldados homossexuais que tinham como símbolo o couro, a fazer jus ao nome da subcultura. Geralmente se reuniam em grupos de motociclistas  e eram reconhecidos pelas roupas feitas em couro, seu estilo chamativo  e  o sadomasoquismo como fetiche comum, com o passar dos anos, a subcultura modificou-se e deixou de ser exclusivamente para homens homossexuais, e passou a aceitar mulheres e diferentes sexualidades até se tornar o que vemos atualmente, repleto de pessoas com estilos diferentes e diversas idades.

Nos anos 90 surgiram os primeiros clubes e casas, tornando a subcultura mais popular, estes geralmente possuem ambientes separados, o bar para conversar e degustar de cardápios diferenciados e também conversar sobre, é o ambiente perfeito para quem possui curiosidade no meio e pretende somente visitar e aprender sobre as pessoas e ambientes que envolvem o BDSM.

Também há a masmorra, local onde se executa as práticas fetichistas, geralmente há uma cruz de Santo André (Cruz em X) para prender a pessoa e outros acessórios que podem ter construção rústica ou estofada, tudo depende da proposta do clube e o quanto este pode investir em equipamentos.

 

Tudo o que é feito deve seguir as regras (bases) da própria comunidade, sendo o SSC (São, Seguro e consensual), a mais conhecida e praticada. Define-se que para haver uma prática bem realizada, esta deve ser consentida por todos os envolvidos, ou seja, desejada e aceita pelos envolvidos. Caso algo seja feito à força, contra a vontade, o consenso deixa de existir, portanto deixa de ser BDSM, assim como não se deve realizar alguma prática caso algum dos envolvidos esteja embriagado ou sob efeito de remédios que alterem a experiência sensorial.

São: Toda prática deve ser feita de forma sadia, ou seja, que não gere traumas ou tenha a ver com estes, o cuidado com o estado psicológico da pessoa deve ser levado a sério. Os envolvidos não devem praticar algo sob efeito de entorpecentes ou bebidas alcoólicas, pois estas fórmulas alteram a sensação de dor e compreensão do que está a ocorrer e pode-se facilmente ir além dos limites nestes casos, gerando traumas ou arrependimentos futuros.

Seguro: Tudo deve ser feito após identificar e prevenir possíveis riscos à saúde mental e física de quem pratica, a verificação dos equipamentos e como se realiza cada prática é imprescindível para que tudo ocorra bem e não gere problemas aos envolvidos. Verificar se as algemas ou cordas estão apertadas, se o objetivo restritivo não está apertado demais ou se o spanking está sendo realizado da forma correta, tudo isso se encaixa na parte da segurança.

Consensual: O pilar mais importante de qualquer prática BDSM é o consentimento. Tudo deve ser feito sob aceitação e acordo entre os envolvidos, até mesmo castigos devem ser aceitos para que a relação ou ato não se torne algo abusivo, passe a ser algo não consentido, por isso há a palavra de segurança e gesto de segurança(Safeword), para interromper tudo caso algo esteja para fugir do controle, pois ninguém deve ser obrigado a aceitar algo contra a sua vontade.

A Safeword é uma palavra predeterminada para interromper o ato caso a pessoa submissa sinta desconforto ou algo esteja indo além do que ela consegue aguentar. A palavra de segurança pode ser usada até mesmo em caso de cansaço, para que tudo seja interrompido e haja uma pausa para o descanso. Em casos onde a pessoa não consiga usar a palavra de segurança por estar amordaçada, há o gesto de segurança. O gesto de segurança pode ser um sinal com a mão, pés ou até mesmo deitar de lado sobre a cama. Ambos são essenciais para uma sessão segura, ainda mais ao falarmos de pessoas que estão a se conhecer e não sabem sobre seus limites ou preferências.

Falemos um pouco mais sobre os termos que integram a subcultura:

Posições:

Top: Pessoa que detém o poder sobre a cena ou sessão, ou seja, tem o papel ativo e aplica os fetiches em seu(sua) parceiro(a). Em suma, a pessoa que amarra, algema e comanda, geralmente chamado(a) de dominador(a)

Bottom: Aquele que cede o poder em uma cena ou sessão, a parte submissa que irá receber as práticas realizadas. Exemplo: A pessoa a ser amarrada, amordaça ou algemada, geralmente chamada de submissa.

Switch: Pessoa que pode agir tanto como Top ou Bottom, pois sente prazer tanto em exercer o poder quanto cedê-lo, ou seja, age tanto como submisso quanto dominador. A forma como esta pessoa se comporta dentro de uma sessão ou relação depende do que foi acordado entre os envolvidos.

 

 

Práticas mais realizadas e os materiais usados para estas:

 

Sadomasoquismo:

 

Spanking:  Também chamado de Impact Play, usa-se as mãos ou diferentes materiais para bater contra partes específicas do corpo, geralmente sobre a bunda e coxas. Tende a ser algo gradativo, a aumentar a intensidade pouco a pouco. Diversos materiais podem ser usados no spanking, porém os favoritos são os floggers, palmatórias e chibatas. Há muitos materiais que podem ser usados, porém aqui estão os três mais usados:

 

Floggers: O favorito do meio BDSM, são feitos de diversas tiras de couro ou soleta, geralmente usados para iniciar uma sessão sadomasoquista, pois geralmente são leves e machucam pouco, portanto são ideais para iniciantes e qualquer tipo de praticante.

 

Chibata: Pode possuir diversos formatos, baseada no material usado para treinar cavalos, geralmente é leve e feita em couro e pode ser usada em todas as ocasiões já que sua força depende somente de quem a aplica. Também é muito usada me ensaios fotográficos e demonstrar poder.

 

Palmatória: Geralmente feita de forma flexível e pesada, a palmatória pode ser usada do início ao fim de uma sessão, seu impacto pode ser leve ou pesado, tudo depende de quem a manuseia, portanto é um material indicado a todos já que tudo varia de quem aplica.

Velas: Geralmente com base em parafina ou soja para a prática de Waxplay, possuem diversos tamanhos, cores e temperaturas, porém estas não podem ultrapassar a temperatura suportada pela pele para que não haja queimaduras e dores desnecessárias, tais como as feitas com base na cera de abelha. O intuito é pingar a cerra derretida sobre o corpo para causar a sensação de esquentamento.

Clamps: Prendedores de mamilos e clítoris, usados para apertar regiões sensíveis do corpo, geralmente possuem algum material para ajustar a pressão sobre o local ou têm pouca pressão para evitar ferimentos. Podem ter duas ou três pontas ligadas por uma corrente, a ser usadas nos mamilos, lábios vaginais e clítoris ou somente nos mamilos.

Materiais para Bondage: Baseiam-se na restrição de movimentos e sentidos de outrem, geralmente utilizados em conjunto a outros materiais, pode-se usar separador de pernas, algemas, cordas, mordaças ou vendas para impedir algum dos sentidos.

Algemas: Muito queridas graças à sua simplicidade, são muito procuradas para impedir movimentação de braços e pernas, e também prender a pessoa na cabeceira da cama. Fáceis de encontrar, são muito utilizadas e indicadas para quem está começando.

Vendas: Feitas para impedir a visão, possuem diversos materiais e formatos, podem ter estampas, cores diferentes ou serem somente pretas. Pode-se usar até mesmo vendas para dormir, feitas de poliéster.

Cordas: Usadas para enfeitar o corpo ou restringir todas as partes do mesmo, é preciso cuidado para não apertar demais e interromper a circulação sanguínea. O ideal é que sejam feitas em algodão, Juta ou cânhamo, tenham 6 a 8 metros de comprimento e 6 milímetros de espessura. Já as cores ficam somente a critério de quem escolhe, isto varia do intuito e criatividade de cada um.

Arm/Leg Binders: Material para pessoas mais exigentes, não fáceis de encontrar, se assemelham a camisas de força, porém são usados somente em partes específicas do corpo. São peças de couro com ajustes em fivelas ou linhas grossas para apertar e impedir movimento das pernas e braços da parte submissa.

 

Há muitos outros fetiches que integram o meio e muitos deles são realizados por meio de interpretação de papéis, o famoso RolePlay, onde os integrantes podem interpretar idades diferentes, um cenário de terror ou animado e até mesmo algum animal. Falemos um pouco mais sobre os mais queridos:

Feminização: Também chamada de inversão de papéis, tem o intuito de trocar os papéis sociais de algum dos envolvidos. O homem veste-se com roupas femininas, aventais e saias e cuida dos afazeres da casa vestido dessa forma. Exemplo: O submisso veste seu avental branco, lava a louça e varre toda a casa, a obedecer às ordens de sua dominadora até que o jogo de papéis termine.

Petplay: Alguma parte envolvida ou todos os envolvidos interpretam algum animal desejado, pode ser uma coelha, gata, raposa ou até mesmo uma vaca, tudo depende do interesse dos envolvidos e a forma como se identificam. É muito comum ver fotos de pessoas vestidas de coelhas em posse de chibatas na internet, porém o roleplay é mais profundo, os envolvidos usam camas, gaiolas e puffes somente para a prática, assim como coleiras e plugs com rabos para dar maior realidade à interpretação.

Há tantas outras práticas dentro do BDSM e materiais que possam ser usados que seria impossível enumerar todos, mas a subcultura se aprimorou e expandiu a ponto de ser extremamente inclusiva diante de tantas técnicas, cenas e nuances.

Atualmente a expansão da prática se faz presente em grupos de discussão, vestuário, filmes, e se tornou de certa forma acessível a todos. Há porém um perigo inerente à situação, pois na ânsia de experimentar, ou de se sentir fazendo parte de algo que se tornou “moda”, muitas pessoas acabam se evolvendo com “pseudo experts” e se colocando em risco em relações abusivas e perigosas.

O universo BDSM vai muito além de uma “moda”, é um comportamento, um estilo de vida, um desejo inerente a quem se reconhece dentro deste universo; há de se ter cautela antes de aderir a práticas que possam trazer consequências físicas, psicológicas e emocionais; um verdadeiro praticante, conhece os princípios, respeita os limites, e coloca a segurança em primeiro lugar.

Realizar fantasias, reconhecer fetiches, e vivenciar a sexualidade na plenitude, é muito saudável, mas o prazer não deve ser prioridade quando a insegurança estiver presente; se houver dúvida, se o (a) parceiro (a) escolhido (a) não tiver conhecimento profundo, o melhor é esperar, refletir, adiar ou até desistir; ou o que seria uma experiência prazerosa, pode se tornar um grande problema.

As relações BDSM são baseadas em acordos, transparência e respeito, estes são alguns dos motivos que tem atraído novos adeptos, que acabam buscando o que não encontram em relacionamentos “baunilhas” – como são chamados os relacionamentos dos não praticantes. A Comunidade BDSM preza por estes princípios, por isso é sempre aconselhável buscar informações, e até parceiros para a prática dentre os que já são reconhecidamente confiáveis e conhecedores.

Na época presente, história e atualidade estão caminhando juntas, a facilidade da comunicação virtual aproxima, mas também pode servir de alerta; aos que desejam conhecer e praticar, um bom caminho, é se aproximar destas comunidades, e ficar atento aos sinais. A descoberta de novos prazeres, de novos sentidos e sentimentos, pode ser libertadora e prazerosa.

 

Pesquisa e texto

RICHARD SAVIOLI- Pesquisador, Fundador do grupo BDSM Brasil do Facebook, Consultor e Palestrante sobre o tema.

         

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 Fotos crédito: Deposit Photos 

 

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Comentários
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